A tormenta e os pensamentos
Depois de um final de semana intenso de amor, compreensão e companherismo, pego as malas, o carro e vou embora, depois do meio-dia, para não ter de suportar acordar no mesmo lugar sem você.
É meio-dia e começa a chuva.
As horas passam, os quilômetros se acumulam, a cidade muda e, no outro dia, você está aí e eu aqui.
Uma lágrima cai do olho: é a saudade. Eu aqui, apaixonado, fazendo planos, buscando tempo, pensando em como consigo caber na sua vida.
Você aí, pensando nas suas obrigações de mãe, do trabalho, da carreira e em como será nossa próxima primeira vez.
A chuva não para em lugar nenhum. Parece que o Brasil inteiro está debaixo d'água nesse final de semana.
Raios! Trovões! Água!
Queria que isso acontecesse só lá fora, mas aqui dentro, no coração, também houve um alerta severo e entrei em estado de atenção. Nem queria.
A minha cabeça ficou ilhada com o seu sumiço.
E o meu coração, repentimanemnte, sem luz, desorientado.
O espírito que transbordava de felicidade, hoje desaba de tristeza junto com os carros alagados. E a culpa é minha!
Não segui a previsão do tempo e agora, molhado, ensopado, largado como um corpo no meio da correnteza tenho que esperar essa correnteza que já não sei onde vai parar.
Já começo a duvidar se o sol nasceu pra todo mundo.
Jonas Rafael
24/01/2025
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